Foz do Iguaçu em alerta contra o Aedes aegypti
12/01/2018 - 8h35 em Notícias

O primeiro Levantamento Rápido de Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) de 2018 indicou redução na infestação do mosquito em Foz do Iguaçu. Mesmo assim, a cidade continua em alerta no combate ao transmissor da dengue, zika vírus, chykungunya e febre amarela.

Cerca de cinco mil casas foram vistoriadas na primeira semana de janeiro e o resultado apontou para a diminuição de 2,84% na infestação. A cada 100 casas vistoriadas, foram encontrados criadouros do mosquito em três residências.

“O índice é considerado satisfatório quando fica abaixo de 1%. Quando fica entre 1% e 3,9% a situação é de alerta e quando é superior a 4% é alto risco para epidemia”, explica o coordenador do programa de vetores do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), Jean Rios.

Durante o levantamento, foram verificadas ainda as armadilhas que contabilizam os mosquitos adultos capturados. O indicador chegou a 9%, ou seja, de cada 100 armadilhas, em nove foram encontrados mosquitos contaminados.

“Foz do Iguaçu é a única cidade do Brasil que possui um indicador de índice de infestação baseado na forma adulta do mosquito”, comenta Jean. “Agora, os mosquitos vivos serão identificados, congelados e enviados ao Centro de Medicina Tropical da Região Sul (CMT), para análise no laboratório de biologia molecular que irá confirmar se estão infectados com o vírus da dengue, zika e chikungunya”, completou o coordenador do CCZ.

Existem em Foz 3.750 armadilhas espalhadas em diversas regiões. Quando é confirmada a presença do vírus no mosquito adulto, o CCZ intensifica as ações num raio de 300 metros desse local.

Dengue

Foz do Iguaçu ocupa a 24ª colocação entre os municípios paranaenses e a 4ª cidade da 9ª Regional de Saúde no ranking de incidência para a dengue, comparativo oficial do Ministério da Saúde em relação ao número de casos da doença.

Em 2017 a Vigilância Epidemiológica notificou 1.905 casos das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti em Foz do Iguaçu. Destes, 69 deram positivo para dengue, sete para febre chikungunya e dois casos de zika foram confirmados. Só nos primeiros dias deste ano, 39 casos já foram notificados. Destes, 14 deram negativo e 25 aguardam o resultado.

Fonte: AMN

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