Câmara de Foz do Iguaçu arquiva processo disciplinar contra Dr. Brito
13/03/2018 16:43 em Notícias

Conselho de Ética da Câmara de Foz do Iguaçu, decidiu arquivar o processo disciplinar contra o vereador Dr. Brito, sem partido. Réu na Operação Pecúlio, da Polícia Federal, ele era investigado por quebra de decoro parlamentar.

Dr. Brito está preso preventivamente desde o dia 16 de janeiro. Ele é investigado em uma ação que apura fraudes em licitações para serviços de análises laboratoriais contratados pela prefeitura.

A decisão do Conselho foi tomada durante uma reunião nesta terça-feira (13), após o consultor jurídico da Câmara, José Réus, confirmar com o vereador o desejo de renunciar ao cargo.

Um pedido havia sido apresentado na quinta-feira (8), mas os vereadores temiam não ter validade já que inicialmente o desejo de abrir mão do mandato havia sido feito por meio de uma carta escrita a mão por Dr. Brito na Penitenciária Estadual de Foz do Iguaçu 1 (PEF1).

“Nós conversamos na presença, inclusive, dos advogados dele na área criminal. E ele se manifestou no sentido de que não quer mais continuar com o mandato. Deixou bem claro essa situação. E ele disse que naquele momento não estava preparado mais para continuar o mandato e vai deixar isso para o suplente dele”, informou Réus na tarde de segunda-feira (12), depois de conversar com Brito na penitenciária.

Se condenado na ação penal que corre na Justiça Federal, Brito pode, entre outros, ter os direitos políticos suspensos.

Com a renúncia, cabe a Câmara Municipal agora definir quem assume a vaga aberta. Os dois suplentes imediatos, Marino Garcia (PDT) e Coquinho (PEN/Solidariedade), foram afastados das funções públicas e estão impedidos judicialmente de se aproximarem da Câmara Municipal.

Eles foram presos durante a 5ª fase da Operação Pecúlio.

O próximo na fila é o 4º suplente João Sabino, de 64 anos, que teve 451 votos.

De acordo com o presidente da Câmara, Rogério Quadros, a decisão será informada ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PR), a quem cabe definir quem assume o cargo.

As investigações

De acordo com o Ministério Público Federal, Dr. Brito usou o cargo político para ter acesso a informações privilegiadas e fraudar as licitações no Hospital Municipal de Foz.

No dia 5 de março, Brito e outros investigados na 8ª fase da Operação Pecúlio, viraram réus na Justiça Federal por corrupção, fraude em licitações e organização criminosa.

Essa fase da operação foi batizada de Renitência, que faz alusão ao fato de que, mesmo após as outras sete fases da Pecúlio, agentes públicos seguiram cometendo fraudes na administração da cidade.

 

Fonte: G1

COMENTÁRIOS