Temor da reforma ajuda a impulsionar previdência privada no Paraná
14/03/2018 - 8h18 em Cotidiano

Desde que o Governo Federal anunciou que faria a Reforma da Previdência Social – agora suspensa por conta da intervenção federal no Rio de Janeiro -, o fantasma da falta de segurança financeira na velhice voltou a assombrar grande parte da população. E isso acabou se tornando uma boa notícia para o setor de previdência privada, que recebeu um importante impulso nos últimos anos.

Segundo informações da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), no começo de 2016 o número de brasileiros que investiam em previdência privada era de aproximadamente 12,2 milhões. Dois anos depois, já saltou para 14 milhões — um aumento de 14% —, dos quais 6% (cerca de 840 mil) são paranaenses – é o quinto colocado no ranking nacional, atrás apenas de São Paulo (44%), Rio de Janeiro (9%), Rio Grande do Sul (8%) e Minas Gerais (7%).

Dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep) também apontam para um crescimento do setor no estado. Entre 2012 e 2017, houve alta de 6,5% na procura por planos previdenciários oferecidos por seguradoras. Há seis anos, a média de contribuintes no estado era de 213.016. No ano passado, chegou a 226.857.

De acordo com Raphael Swierczynski, CEO da Ciclic, primeira fintech do mercado de previdência complementar, o crescimento do setor de previdência complementar tem relação direta com a corrida registrada no ano passado pelo benefício junto à Previdência Social, o que provocou a queda na idade média dos requerentes: de 53,25 para 52,8 anos entre as mulheres e, entre os homens, de 55,82 para 55,57 anos, segundo dados da Secretaria da Previdência.

“Essa corrida contra o tempo mostrou que a previdência privada pode ser excelente alternativa para quem quer garantir uma aposentadoria confortável. Mas é importante lembrar que também é uma ótima opção de investimento para a realização de objetivos em médio prazo, como abrir um negócio próprio ou comprar um imóvel”, explica o CEO da Ciclic.

Ainda segundo ele, o mercado de previdência privada ou complementar diferencia-se completamente do modelo público, administrado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). No modelo governamental, não é possível escolher qual quantia será destinada a ela, já que o desconto é automático e proporcional ao salário recebido, podendo atingir o teto de, no máximo, seis salários-mínimos (hoje em R$ 954,00). Já na previdência privada, o beneficiário pode investir o quanto quiser, pelo tempo que quiser, de acordo com seus objetivos, e estipular renda mensal superior à definida pelo Governo.

Fonte: Folha Press

COMENTÁRIOS