PF mira organização criminosa que fraudou benefícios do INSS em pelo menos R$ 2 milhões
06/12/2018 08:05 em Notícias

A Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação, na manhã desta quinta-feira (6), para desarticular uma organização crimisoa que fraudou benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em, pelo menos, R$ 2 milhões.

Há seis mandados de busca e apreensão. Eles são cumpridos em Curitiba, São José dos Pinhais (Região Metropolitana da capital parananese), Cascavel e Marechal Cândido Rondon, que ficam no oeste do estado. Policias federais também cumprem mandados em Bombinhas (SC).

A PF informou que tem um mandado de prisão, mas, é relacionado a outra investigação, em crime de moeda falsa.

A operação foi batizada de "Crotalus".

'Crotalus'

De acordo com a PF, as investigações começaram em 2017. Na época, havia a supeita de recebimento indevido de um benefício previdenciário de pensão por morte devido à suposta morte da esposa do beneficiário.

Contudo, nenhum deles existe: nem o viúvo, nem a esposa falecida, segundo a PF.

A PF apurou a existência de um sistema de criação de pessoas fictícia e de pessoas jurídicas em nome de pessoas fictícias.

Falsificação de documentos públicos, abertura de contas bancárias e aquisição de financiamentos de veículos em nome de pessoas fictícias também foram levantados, entre outros crimes.

Conforme a PF, as pesssoas físicas e jurídicas criadas pela organização dificultavam o rastreamento dos reais responsáveis pelas fraudes.

Benefícios indevidos

As investigações mostraram que quatro benefícios indevidos começaram a ser recebidos entre 2008 e 2009.

Os benefícios fraudados, de acordo com a PF, eram os do limite do INSS, que é R$ 5.645.

Empresas de fachada também foram identificadas pela PF. Elas eram criadas e mantidas pela organização criminosa para movimentar os valores obtidos por meio das fraudes.

Bloqueios

Segundo a PF, os benefícios fraudados foram suspensos. Além disso, houve o bloqueio de ativos de seis investigados.

Outras medidas, como restrição de transferência de veículos, bloqueio dos ativos de cerca de 20 pessoas físicas fictícias e empresas de fachadas, e a indisponibilidade de bens e valores guardados em instituições financeiras do país.

Fonte: G1

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