Pesquisadores da vacina contra a dengue participam de encontro em Foz
11/02/2019 06:48 em Notícias

Uma equipe formada por representantes do Ministério da Saúde, secretaria de Estado da Saúde, Organização Pan Americana da Saúde, Instituto Internacional Sabin e Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, foi recepcionada pela secretária de Saúde, Kátia Yumi Uchimura na manhã de ontem (7). O grupo desenvolve um estudo sobre a eficácia da vacina contra a dengue aplicada no Paraná. 

Além de Foz do Iguaçu, cidades como Paranaguá, Londrina, Maringá e Sarandi também serão visitadas pela equipe. Nas visitas, os representantes conhecem a logística de cada município no atendimento e coleta de materiais para casos suspeitos. “Nossas visitas acontecem periodicamente com intuito de conhecer qual a efetividade  da vacina em cada município”, disse o professor e coordenador da pesquisa, José Carlos de Moraes. 

A escolha pelas cidades, entre 30 municípios que receberam a imunização foi feita de acordo com o volume. “No Brasil todo, somente o Paraná fez essa imunização, por isso é a única área do mundo onde é possível avaliar qual seria o impacto dessa vacina no controle da dengue”, justificou. A intenção, segundo ele, é de mensurar a eficácia, para que a medida também possa ser utilizada no restante do país como instrumento para controle da doença.  

A apresentação da estratégia do município foi feita pelo enfermeiro Roberto Doldan, responsável pela Vigilância Epidemiológica do município. “Aqui temos um histórico de epidemias, o que também nos ajudou a montar uma rede de atenção muito integrada, com uma estrutura de atendimento onde pacientes são recebidos nas unidades de saúde, solicitado exame, e realizado pelo laboratório municipal. Casos mais graves são atendidos pelas UPAs e Hospital Municipal”, disse. 

Outro ponto positivo dentro da rede, segundo Doldan é a existência do Lacen de fronteira, onde testes rápidos são realizados com agilidade. “Temos um grande volume de notificações, e os profissionais da rede estão muito sensibilizados para dengue, a estrutura é boa. Sem dúvida a pesquisa vai contribuir e muito, pois pode ajudar a aumentar a cobertura da vacina, que foi baixa ano passado”. 

Captação

Para Moraes, a capacidade de captação de casos suspeitos é fundamental para a medição da eficiência. “Hoje a coleta de casos suspeitos é ainda mais importante devido à presença da febre amarela. As duas são provocadas por um vírus transmitido pelo mesmo mosquito. Então vemos a verificação de casos, os testes e estudamos se não há perda de informação nesse trajeto”. 

A facilidade ao acesso à coleta de exames pela população também foi apontada pelo pesquisador como fundamental para boa cobertura e melhores resultados. O grupo visitou as estruturas disponíveis no município que realizam as coletas, e seguiu para a região de Maringá. Em abril, nova visita já está agendada.

 

Fonte: AMN

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