Foz está em situação de epidemia de dengue, alerta a prefeitura
13/02/2020 08:33 em Cotidiano

A Prefeitura de Foz do Iguaçu está mobilizando mais de 700 servidores para a ação de combate à dengue neste sábado (15), nas regiões da cidade com maior índice de infestação do Aedes Aegypti. As atividades terão início às 8 horas e seguirão até às 14hs nos seguintes locais: Vila C Velha, Cidade Nova, Curitibano, Três bandeiras,  São João,  Portal da Foz,  Morumbi II,  Morumbi III,  Campos do Iguaçu,  Jd. São Paulo I, Jd. São Paulo II,  Profilurb II.

O objetivo é formar doze equipes para gerar impacto e informar à população sobre a doença. Os grupos se concentrarão nas unidades básicas de saúde dos bairros, selecionados para dar início aos mutirões de conscientização, com distribuição de panfletos educativos e também de limpeza. As estratégias foram definidas nesta quarta-feira (12) em reunião que envolveu representantes de várias pastas do governo e também entidades da sociedade civil. O encontro dá continuidade à mobilização encabeçada terça-feira (11) pelo prefeito Chico Brasileiro e pelo vice-prefeito e secretário de saúde, Nilton Bobato. 

"Nós precisamos convencer a população que é necessária uma mudança de comportamento, tornar um hábito os cuidados com a limpeza do quintal. Estamos em uma escala de dengue sem precedentes, que está superlotando o sistema de saúde e precisamos de esforços conjuntos", expressou Bobato. O chefe do CCZ, Carlos de Santi, também comentou sobre a importância da mudança de comportamento. "Mesmo com todos os esforços, continuamos observando um comportamento que se repete. Ao retornar para uma região em que fizemos um mutirão há menos de três semanas, verificamos novamente o descarte irregular de resíduos pela população". 

O LIRAa aponta que 63% dos criadouros pertencem aos grupos B e D2, ou seja, são objetos de fácil remoção (garrafas, vidros, latas, embalagens plásticas) dispostos de forma irregular pela população dentro das próprias casas, o que possibilita o acúmulo de água, e aumentando a proliferação do mosquito.

Alerta

Orientar a população é fundamental para conter o avanço de uma doença que já está sendo tratada como epidemia pela prefeitura, com 752 casos confirmados. Embora os critérios para classificação de epidemia estipulem 300 casos da doença para cada 100 mil habitantes, a progressão dos números na cidade já acenderam o alerta para o cenário epidemiológico. 

"Estamos em fevereiro com um número que supera a média histórica do período. Geralmente esses índices são obtidos entre março e abril. Uma situação que se repete no Paraná e em todo Brasil e que precisa de uma mudança cultural urgente", afirmou Carlos de Santi. 

Texto: Jordan Moreira - G Dia / Foto: Banco de Imagens - Internet

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