Twitter bloqueou 300 mil mensagens 'enganosas' sobre eleições nos EUA em duas semanas
19/11/2020 15:50 em Tecnologia

300 mil bloqueios. Essa é a quantidade de mensagens 'enganosas' sobre eleições nos Estados Unidos que o Twitter informou ter bloqueado em um período de 15 dias.  

Eu sou Milena Abreu e, neste episódio do Falando de Tecnologia vou falar sobre isso e também sobre as medidas que as redes sociais adotaram apara conter as informações falsas nas eleições não só nos Estados Unidos, mas também aqui no Brasil.  

Não há como negar que as redes sociais viraram um campo importante de influência nos processos eleitorais - e há quem diga até que é um dos campos mais relevantes da atualidade.  

Daria pra discutir o tema por boas horas, mas, nestes poucos minutos, vou me concentrar em falar sobre as principais medidas que as redes sociais adotaram esse ano para coibir um problema diretamente associado à comunicação feita pelas redes sociais: as fake news.  

Pressionadas a conter a disseminação de notícias falsas e o conteúdo de ódio que tumultuou o cenário político nas eleições, por exemplo, dos Estados Unidos, em 2016, e aqui no Brasil, em 2018, redes como WhatsApp, Facebook, Instagram, Google e Twitter, entre outras, fecharam parcerias e reforçaram regras para anúncios políticos este ano.  

Balanço divulgado pelo Twitter revela que a rede marcou 300 mil mensagens relacionadas com as eleições presidenciais dos Estados Unidos como "potencialmente enganosas" no período entre 27 de outubro e 11 de novembro, uma semana antes e uma semana depois das eleições do pleito, realizado em 3 de novembro.  

Dos 300 mil tuítes marcados, 456 foram cobertos com uma mensagem de alerta e tiveram suas ferramentas de engajamento limitadas, o que significa que os usuários não puderam curtir, retuitar ou replicar as postagens.  

A empresa estima que 74% das pessoas só viram as mensagens problemáticas depois que elas estavam marcadas com o alerta, medida que reduziu em aproximadamente 30% o compartilhamento das postagens.  

Aqui no Brasil, as empresas têm trabalhado em parceria com o Tribunal Superior Eleitoral e as regras para anúncios políticos foram reforçadas. 

No WhatsApp, por exemplo, o disparo em massa de mensagens privadas foi proibido e o mensageiro também limitou o compartilhamento de conteúdo.  

Pode ser que você tenha até notado: mensagens no WhatsApp que foram encaminhadas mais de cinco vezes só podem ser direcionadas para uma única conversa por vez.  

Além disso, mensagens frequentemente encaminhadas aparecem com um ícone de lupa, que leva a uma busca no Google - para que a pessoa possa checar as informações.  

No Facebook e no Instagram, toda publicidade sobre política ou eleições aqui no Brasil deve ser identificada com o aviso "Pago por" ou "Propaganda Eleitoral" e todos os anúncios políticos e eleitorais vão ficar armazenados por 7 anos na Biblioteca de Anúncios, entre outras medidas.  

Já o maior buscador do mundo passou a destacar informações oficiais fornecidas pelo TSE em buscas por termos relacionados às eleições e adotou um há um selo de verificação de fatos para notícias que foram desmentidas na Busca, no Google Notícias e no Google Imagens.  

Medida semelhante foi adotada pelo Twitter, que passou a mostrar link para a página oficial da Justiça Eleitoral com dados úteis sobre todo o processo eleitoral e, entre outras ações, o perfil @TwitterBrasil passou a compartilhar conteúdos produzidos pela conta do TSE direcionados para eleitores.  

Lembrando que, no Twitter, a propaganda eleitoral paga é proibida.  

 

Texto: Milena Abreu - Agência Rádio 2 / Imagem: Reprodução

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